Exposição coletiva "As margens – resistimos para estar aqui"

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Matilha Cultural traz as margens da cultura periférica e negra em exposição coletiva

 

A exposição coletiva  "As margens – resistimos para estar aqui", exibida na Matilha Cultural, propõe uma abordagem poética e sensível para a arte negra e periférica. Apresenta artistas negros, com obras e discursos que transmitem suas visões descentralizadas da sociedade, bem como coletivos e formadores que atuam em suas regiões proporcionando arte e cultura. A abertura será no dia 7 de novembro e as obras ficarão expostas durante um mês. No período, serão realizadas discussões, rodas de conversas, sarau, cine debates e encontros com música, todos coerentes com o tema.

 

A escolha do título, o As margens se deu, pois a maior parte da população negra e mestiça encontra-se nas margens, sejam elas geográficas ou no contexto de participação do meio cultural, que abre portas e olhos para um tipo específico de arte. É essencial então falarmos das periferias quando abordamos cultura negra, cultura afro-brasileira. Neste contexto, grande parte da participação cultural se deu e ainda se dá fora dos centros. Porém, essas manifestações, que vêm de um histórico de desclassificação e proibição, têm ganhado o mundo e o respeito ao se tornarem patrimônios como, por exemplo, samba, jongo, capoeira, acarajé, feijoada, religiões (umbanda e candomblé) etc.

 

Cada vez mais surgem formas e movimentos que trabalham a independência criativa, numa maneira de compartilhar vivências e conhecimentos, tradicionais e contemporâneos, porém entendendo-os como processos lentos e autônomos. Está presenta ainda na temática dos artistas a questão da violência policial, que apesar de não se restringir à periferia, tem lá sua manifestação mais agressiva e midiaticamente camuflada. Por conta disso, não há um respaldo de segurança, mas uma ordem para “matar” e/ou incriminar, e como podemos debater essa questão de segurança do indivíduo negro periférico. 

 

As margens – resistimos para estar aqui vem a ser uma ponte entre regiões, com o objetivo de, a partir da presença na Matilha Cultural, ampliar suas rotas para acessar regiões localizadas às bordas do centro da cidade.  

 

Artistas convidados para exposição: 

  

IONE MARIA, 22 anos, das periferias de São Paulo. Começa na arte através do teatro, com a CIA Daraus, no bairro onde mora, Vila Albertina. Em seguida passa a cursar Edição no Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias, onde constrói com mais sete mulheres o coletivo "Nós, Madalenas", com dois documentários rodados sobre o protagonismo das mulheres: Mucamas e Tekoha. A arte visual acontece em 2014 através do PROUNI cotas. Seu trabalho propõe uma extensão de todas as outras experiências e referências que carrega sobre ancestralidade, negritude, periferia, cultura popular e indígena. Hoje, trabalha como assistente de arte numa agência em São Paulo e é artista autônoma. 

Instagram: https://www.instagram.com/ionecollage/

Page Facebook: https://www.facebook.com/ionemgoncalves

 

IWINTOLÁ (Rafael Ribeiro), "Filho de Obatalá", traduzido da língua iorubá, qu significa toda sua ancestralidade, de onde veio, para onde vai. Caminha entre diversas técnicas, entre o mundo material e espiritual, transpassa através da fotografia inúmeros diálogos, troca de perspectivas, o ato de propor algo a alguém que está de fora, trazer para dentro. Mesmo propondo, acredita que as pessoas têm sua própria perspectiva, sua própria vivência, seu jeito de enxergar o mundo, é isso que faz ser tão próximo, a troca. Mesmo propondo, você sempre irá enxergar de uma maneira totalmente nova e diferente, e é isso que move o seu mundo e sua arte. 

Instagram: https://www.instagram.com/iwintola/

site: http://cargocollective.com/iwintola

 

JADER MONTEIRO, 23 anos, da zona leste de São Paulo. Apaixonado por todas ás artes, desenha desde que entendeu a existência da arte em tudo. Divide seu coração entre a ilustração e o cinema, onde dirige e escreve suas histórias. 

Instagram: https://www.instagram.com/jadermoonteiro/

Page Facebook: https://www.facebook.com/jadermonteiroo

 

KELTON CAMPOS FAUSTO (1 9 9 6), 21 anos, da Brasilândia - ZN. A cultura contemporânea fez com que questionasse todas as estruturas estabelecidas dentro do sistema no qual vivemos. A inquietude rotineira criou sobre seu corpo a sua constante necessidade de expressão, desconstrução, desconstrução e ressignifição. "O descarte social", é outro tema presente: questiona o fato de sermos tratados como números. Sua origem da margem é ressignificada: mil novecentos é noventa é seis. 

Instagram: https://www.instagram.com/1nn6

Fanpage Facebook: https://www.facebook.com/1NNNN6

 

NANY DIAS, conheceu as artes visuais, através de aulas com Cris Rodrigues (grupo Opni). Desde então vem seguindo um caminho solo, já tendo realizado exposições no Centro Cultural Itaim Paulista, Associação Jardim do Carmo, Sarau do MAP, Centro Cultural Palhaço Carequinha. Fundou seu primeiro ateliê aos 18 anos, no bairro Grajaú ( extremo Sul de São Paulo) aos 20, fundou a Galeria MuZica com Leandro Kaname ( em Itaim Paulista extremo Leste), um centro dedicado a artistas tanto na área de artes visuais quanto na área da música. Suas obras são de expressão a interação entre o macro cosmo e microcosmo através de arvores que representam força natural do caos universal e as silhuetas de pessoas como os aspectos da limitação humana perante o controle de seus atos.  

Instagram: https://www.instagram.com/nanydias1/

Page Facebook https://www.facebook.com/nanydiasoficial/

 

Roger Ramos. Dos zines punks, beats e rimas do ABC paulista ao mergulho profundo na escola nova-iorquina do Graffiti, o artista tem obra hoje, baseada em três pilares : O Corpo, O Templo e O Espaço. A busca interior por cada um desses signos, nesta etapa retratada sob a ótica do AFROntamento no que tange à necessária concessão de autonomia ao povo preto, une a iconografia de lugares distintos do mundo à abstração de artesãos afro-brasileiros. Combinações essas que o consagram como notável protagonista das artes plásticas contemporâneas em terras tupiniquins.

Instagram: https://www.instagram.com/ramonegro

Fanpage Facebook: https://www.facebook.com/estudiomudaforte

 

 

Obras estarão à venda durante exposição.

 

MATILHA CULTURAL

Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo

Tel.: (11) 3256-2636

Horários de funcionamento: terça-feira a domingo, da 12h às 20h/ exceto sábados: 14h às 20h

Wi-fi grátis

Cartões: VISA (débito/ crédito)

Entrada livre e gratuita, inclusive para cães

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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